Movimento iniciado por trabalhadores na manhã desta terça-feira (22) provocou filas e retirada de veículos de circulação; operação foi retomada ao longo da tarde
A paralisação de ônibus em Manaus foi encerrada nesta terça-feira (22), após afetar o transporte coletivo em diferentes zonas da capital. O movimento começou por volta das 10h30, quando rodoviários interromperam as atividades alegando atraso no pagamento de um vale previsto para o dia 20.
Com o encerramento do ato, os ônibus começaram a retornar à circulação. A normalização da frota ocorre de forma gradual, conforme as empresas reorganizam os veículos que haviam sido recolhidos às garagens.
Terminais tiveram filas e ônibus recolhidos
O Terminal 4, no bairro Jorge Teixeira, zona Norte, foi um dos pontos atingidos. Ônibus que ainda circulavam chegaram ao terminal durante a manhã, mas foram retirados de operação em seguida.
A paralisação também alcançou terminais de outras regiões da cidade e surpreendeu passageiros que dependem do transporte coletivo para trabalho, consultas e outros compromissos.
Segundo trabalhadores ouvidos pela imprensa, o pagamento do benefício apresenta atrasos recorrentes. Os relatos, porém, não representam uma posição formal do sindicato da categoria.
Sindicato afirmou não ter sido avisado
A paralisação teria sido definida pelos próprios trabalhadores. A assessoria do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Manaus informou que a entidade não havia sido comunicada previamente sobre o movimento.
A Prefeitura de Manaus, por meio do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU), também declarou que não recebeu aviso prévio do sindicato. Segundo o município, a comunicação é exigida em casos de paralisação de um serviço essencial.
Prefeitura atribui crise a repasses pendentes
Em nota, a Prefeitura de Manaus afirmou que as empresas operadoras enfrentam dificuldades financeiras. Conforme a gestão municipal, o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) atribui parte do problema a atrasos nos repasses do Governo do Amazonas referentes ao Passe Livre Estudantil da rede estadual.
O município afirmou que mantém em dia os valores relacionados aos estudantes da rede municipal. A participação do Governo do Amazonas no custeio dos alunos da rede estadual é discutida judicialmente, segundo a prefeitura.
A relação entre os repasses e o atraso do vale é uma versão apresentada pela administração municipal e pelo Sinetram. Não havia, até a apuração inicial, um posicionamento detalhado do Governo do Amazonas sobre o episódio.
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