Em entrevista coletiva após a partida disputada em Nova Jersey, nos Estados Unidos, Ancelotti lamentou a despedida precoce da competição

Eliminado da Copa do Mundo de 2026 após a derrota por 2 a 1 para a Noruega, o técnico Carlo Ancelotti afirmou que a Seleção Brasileira não merecia o resultado negativo e já projetou a reconstrução da equipe para o próximo Mundial. O treinador destacou o empenho do elenco, reconheceu a qualidade do adversário e reforçou que a eliminação não representa o fim do trabalho.

Em entrevista coletiva após a partida disputada em Nova Jersey, nos Estados Unidos, Ancelotti lamentou a despedida precoce da competição — a pior campanha do Brasil em Copas do Mundo desde 1990 —, mas fez questão de valorizar o desempenho do grupo ao longo do torneio.

“Estamos muito tristes pelo resultado, mas foi uma experiência importante. Tivemos um grupo comprometido, que trabalhou com dedicação e construiu um ambiente muito positivo. No futebol, nem sempre o esforço é recompensado. Pela atuação de hoje, acredito que não merecíamos a derrota, embora seja preciso reconhecer o mérito da Noruega, que tem jogadores decisivos”, declarou.

Estratégia priorizou controle do jogo

Mesmo com maior volume ofensivo em alguns momentos, a Seleção desperdiçou oportunidades importantes, incluindo um pênalti cobrado por Bruno Guimarães ainda na primeira etapa, quando o placar permanecia zerado.

Durante boa parte do confronto, o Brasil optou por uma postura mais reativa, explorando os contra-ataques diante da superior posse de bola da equipe norueguesa, que trocou praticamente o dobro de passes em relação aos brasileiros.

Segundo Ancelotti, a estratégia foi adotada para neutralizar a movimentação do meio-campista Martin Ødegaard e evitar que Erling Haaland encontrasse espaços em situações de um contra um.

“O jogo estava sob controle durante grande parte da partida. Criamos boas oportunidades e sabíamos que pressionar alto poderia abrir espaços perigosos para o Haaland. Eles mantiveram a posse de bola, mas conseguimos controlar a partida por cerca de 70 minutos. No fim, um jogador do nível dele acabou fazendo a diferença”, explicou.

Escolha do cobrador de pênalti

Questionado sobre a decisão de escalar Bruno Guimarães para a cobrança do pênalti, em vez de Vinícius Júnior, o treinador revelou que a definição foi baseada em um levantamento estatístico elaborado pela comissão técnica.

De acordo com Ancelotti, Neymar liderava o ranking de aproveitamento em cobranças de pênalti, mas, como não estava em campo, Bruno Guimarães aparecia como a melhor opção disponível.

“Analisamos os números dos últimos doze meses. Neymar era o melhor cobrador. Depois vinham Igor Thiago, Raphinha e Bruno Guimarães. A decisão foi tomada com base nos dados e nos jogadores que estavam em campo”, afirmou.

Foco já está na próxima Copa

Apesar da frustração pela eliminação, Ancelotti demonstrou confiança no futuro da Seleção Brasileira. Com contrato renovado até 2030, o treinador italiano afirmou que o momento exige aprendizado e destacou que o elenco reúne jovens promissores e atletas experientes capazes de formar uma base competitiva para o próximo ciclo.

“Agora precisamos superar a tristeza e começar a pensar no futuro. Temos uma geração talentosa, com jovens de qualidade, jogadores experientes que ainda podem contribuir e outros que surgirão. Uma derrota como essa também representa uma oportunidade de recomeço. Não é o fim. É o início de um novo ciclo”, concluiu.

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) ainda não oficializou a agenda da Seleção após a Copa. No entanto, a Federação Australiana de Futebol anunciou amistosos entre Brasil e Austrália para os dias 25 e 29 de setembro, nas cidades de Townsville e Brisbane, que devem marcar o início da preparação visando a Copa do Mundo de 2030.

Fonte: Agência Brasil

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