Boletim do Serviço Geológico do Brasil indica redução no volume dos principais rios da Amazônia, sem registros de anormalidade na capital amazonense
O Rio Negro continua em processo de vazante em Manaus, mas o nível das águas permanece dentro da faixa considerada normal para esta época do ano. A informação consta no 30º Boletim de Monitoramento Hidrológico divulgado pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB), que acompanha o comportamento dos rios da Bacia Amazônica.
Segundo o levantamento, o Rio Negro registrou queda de 30 centímetros na última semana, alcançando a cota de 27,60 metros. Nesta quinta-feira, a medição do Porto de Manaus apontou nível de 27,49 metros.
A tendência de redução também foi observada em outros rios do Amazonas. Em Tabatinga, o Rio Solimões baixou 42 centímetros e atingiu 6,45 metros. Já em Manacapuru, a diminuição foi de 27 centímetros, com o rio marcando 18,37 metros.
Na Bacia do Rio Purus, a estação hidrológica de Beruri registrou queda de 31 centímetros, acompanhando o comportamento do Solimões. A cota observada no município foi de 19,58 metros.
O Rio Madeira também segue em vazante. No entanto, o SGB informou que a estação de Porto Velho (RO) apresentou uma elevação temporária provocada pelas chuvas registradas na parte alta da bacia hidrográfica. Na capital rondoniense, o nível foi de 7,32 metros.
No Rio Amazonas, a redução também foi registrada. No município do Careiro, o nível baixou 28 centímetros e chegou a 15,27 metros. Em Itacoatiara, a queda foi de 26 centímetros, com cota de 12,88 metros.
Entre os pontos monitorados, apenas Rio Branco apresentou níveis abaixo da faixa de normalidade para o período, mantendo o cenário de recessão observado nas últimas semanas. Em Roraima, o Rio Branco também apresentou redução no volume de água. Em Boa Vista, a cota ficou em 2,23 metros após queda de 52 centímetros. Já em Caracaraí, o rio recuou 72 centímetros, registrando nível de 3,23 metros.
O monitoramento é realizado com base nos dados da Rede Hidrometeorológica Nacional, coordenada pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e operada pelo Serviço Geológico do Brasil. O SGB ressalta que as projeções hidrológicas utilizam modelos de previsão e, por isso, estão sujeitas às incertezas inerentes a esse tipo de acompanhamento.
