Novo limite do programa Move Brasil também amplia prazo de pagamento para 84 meses; medida aumenta a variedade de veículos que podem ser financiados
Taxistas, motoristas de aplicativo e cooperativas de taxistas poderão financiar veículos de até R$ 200 mil pelo programa Move Brasil. A mudança foi aprovada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e também amplia de 72 para 84 meses o prazo máximo para quitar o financiamento.
A atualização das regras acompanha uma portaria dos ministérios do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e da Fazenda, que já havia elevado o valor máximo dos veículos contemplados pelo programa.
Com o novo teto, mais modelos e versões de automóveis passam a se enquadrar nas condições do financiamento. Segundo estimativa do governo, o percentual do mercado potencialmente atendido pelo critério de preço deve subir de 63% para cerca de 88%.
O cálculo considera dados de emplacamentos de 2025. Com a mudança, aproximadamente 486 mil veículos adicionais passam a fazer parte do universo que pode ser financiado dentro do limite de valor.
Prazo maior
Além do aumento do teto, o período máximo para pagamento passou de seis para sete anos. A extensão permite distribuir o valor financiado por mais parcelas e pode reduzir o peso mensal do financiamento, dependendo das taxas de juros e das condições oferecidas pelos bancos.
O prazo de carência permanece em até seis meses para o pagamento do principal. As regras de análise de crédito e os encargos financeiros também não foram alterados.
Quem pode financiar
O programa é destinado a taxistas, motoristas de aplicativos e cooperativas de taxistas. Os veículos precisam ser novos e utilizados na atividade profissional de transporte individual remunerado de passageiros.
Os recursos são provenientes da Medida Provisória 1.359/2026, que autorizou até R$ 30 bilhões para linhas de financiamento destinadas aos profissionais do setor.
Apesar das mudanças nas condições de financiamento, o volume total de recursos disponibilizado pelo programa permanece o mesmo.
A nova resolução do CMN passa a valer a partir da publicação oficial.
Fonte/foto: Agência Brasil
