Operação eleitoral apura suspeita de uso de veículos, servidores e estrutura da Segurança Pública em benefício de campanha; Vinícius Almeida nega irregularidades
A Polícia Federal apreendeu cerca de R$ 100 mil em espécie, materiais de campanha, placas de identificação utilizadas em veículos da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), aparelhos eletrônicos, documentos e veículos durante operação realizada nesta quinta-feira (1º), em Manaus.
As buscas tiveram como alvo a residência do ex-secretário de Segurança Pública do Amazonas, coronel Vinícius Almeida (Podemos), candidato a deputado estadual, além da sede da SSP-AM.
A investigação eleitoral apura se recursos humanos e materiais da estrutura da Segurança Pública estadual teriam sido utilizados em benefício da campanha do candidato. O cumprimento de mandados de busca e apreensão faz parte da fase de coleta de provas e não representa conclusão sobre responsabilidade criminal ou eleitoral.
O que foi apreendido
Além do dinheiro, as equipes recolheram placas de identificação de viaturas da SSP-AM, materiais eleitorais, celulares e um computador. Os itens devem passar por análise dos investigadores.
A apuração também busca esclarecer a possível participação de servidores públicos em atividades político-partidárias durante o expediente e verificar se veículos oficiais foram usados em ações de campanha.
Segundo informações divulgadas sobre o caso, os mandados foram solicitados pelo Ministério Público Federal (MPF) após o encaminhamento de elementos pelo Ministério Público do Amazonas (MPAM). A Polícia Federal atua sob condução do Ministério Público Eleitoral.
Durante o cumprimento das diligências na sede da SSP-AM, atendimentos ao público foram temporariamente interrompidos e servidores deixaram o prédio.
Defesa cita reserva pessoal
Por meio da assessoria, Vinícius Almeida afirmou que os R$ 100 mil encontrados em sua residência correspondem a economias pessoais destinadas a uma viagem planejada há mais de um ano.
A defesa sustenta que o valor foi declarado no Imposto de Renda e não tem relação com a campanha eleitoral. O ex-secretário também negou irregularidades e disse que deverá prestar os esclarecimentos necessários no curso da apuração.
As investigações seguem para apurar a origem e a destinação dos recursos, assim como a eventual utilização indevida de bens ou servidores públicos durante o período eleitoral.
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