Responsáveis pelo funcionamento das seções eleitorais, voluntários recebem treinamento da Justiça Eleitoral e têm direito a benefícios como folgas, auxílio-alimentação e certificado de participação.
Os mesários voltarão a desempenhar uma função essencial nas Eleições 2026, atuando diretamente na organização das seções eleitorais e na garantia da segurança, transparência e regularidade da votação. Convocados pela Justiça Eleitoral, eles serão responsáveis por conduzir os trabalhos nas Mesas Receptoras de Votos (MRVs), desde a abertura até o encerramento da eleição, assegurando que o processo ocorra de forma ordenada e conforme as normas eleitorais.
De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), as mesas receptoras são compostas por cidadãos convocados para colaborar com a realização das eleições. Sem vínculo com a Justiça Eleitoral, esses eleitores exercem temporariamente uma função pública indispensável para o funcionamento do sistema eleitoral brasileiro.
Atuação nas seções eleitorais
Cada seção conta com um presidente, mesários e secretário, que dividem as responsabilidades durante o dia da votação. O presidente coordena os trabalhos e mantém a ordem no local, podendo solicitar apoio da força pública em situações excepcionais.
Os primeiro e segundo mesários auxiliam na identificação dos eleitores, conferem documentos, verificam a habilitação para votação, coletam assinaturas, organizam o fluxo de pessoas e prestam orientações ao público. Já o secretário registra todas as ocorrências da seção na ata oficial.
Segundo a assessora-chefe de Gestão Eleitoral do TSE, Sandra Damiani, a participação dos mesários fortalece a credibilidade do processo democrático.
“O olhar das cidadãs e dos cidadãos sobre a engrenagem da votação garante a transparência e a universalidade do ato de votar”, destacou.
Experiência de quem atua como voluntário
Há três eleições atuando como mesária voluntária, a bancária Carolina Carfero afirma que decidiu participar por curiosidade e acabou transformando a experiência em um compromisso com a democracia.
Nas duas primeiras eleições, ela trabalhou como mesária. No pleito mais recente, assumiu a presidência de uma seção eleitoral, função que exige responsabilidades adicionais, como preparar o local de votação no dia anterior ao pleito.
Apesar da rotina intensa, Carolina afirma que considera a experiência gratificante e destaca que nunca enfrentou problemas durante o trabalho, seja com o funcionamento das urnas eletrônicas ou com os eleitores atendidos.
Capacitação obrigatória
O TSE informa que todos os convocados passam por treinamento antes das eleições, que pode ocorrer presencialmente ou em ambiente virtual. A capacitação é obrigatória, inclusive para quem já exerceu a função em pleitos anteriores, garantindo a atualização sobre procedimentos e normas vigentes.
Quem pode ser mesário voluntário
Podem se inscrever eleitores com 18 anos ou mais que estejam em situação regular com a Justiça Eleitoral.
Não podem atuar como mesários candidatos, parentes de candidatos até o segundo grau, integrantes de diretórios partidários com função executiva, autoridades públicas, agentes policiais, ocupantes de cargos de confiança do Poder Executivo, servidores da Justiça Eleitoral e eleitores menores de 18 anos.
Como fazer a inscrição
Os interessados em atuar como mesários voluntários nas Eleições 2026 podem se cadastrar de três formas:
- Pelo aplicativo e-Título, na opção “Mesário Voluntário”;
- No portal do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do estado ou do Distrito Federal;
- Presencialmente no cartório eleitoral onde possuem inscrição.
Após o cadastro, a Justiça Eleitoral analisa a disponibilidade de vagas e verifica se o eleitor atende aos requisitos legais antes de efetuar eventual convocação.
Benefícios
Além de colaborar diretamente com o processo democrático, os mesários têm direito a uma série de benefícios, entre eles:
- Dois dias de folga para cada dia trabalhado na eleição;
- Dois dias de folga para cada dia de treinamento realizado pela Justiça Eleitoral;
- Auxílio-alimentação de R$ 65 por turno de trabalho;
- Possibilidade de utilizar a atividade como critério de desempate em concursos públicos, quando previsto em edital;
- Aproveitamento das horas de serviço como atividade complementar em instituições de ensino superior, conforme as regras de cada Tribunal Regional Eleitoral.
Fonte/foto: Agência Brasil
