Tribunal afirma que sistema eleitoral passa por auditorias antes, durante e após as eleições, com participação de partidos políticos, especialistas e órgãos de controle

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) voltou a destacar a segurança e a transparência do sistema eletrônico de votação brasileiro, que completa 30 anos de utilização em 2026. Segundo a Corte, as urnas eletrônicas passam por diversas etapas de auditoria e fiscalização, acompanhadas por partidos políticos, Ministério Público, Polícia Federal, universidades, entidades fiscalizadoras e especialistas credenciados.

De acordo com o tribunal, todas as fases do processo eleitoral seguem normas específicas e foram estruturadas para garantir a integridade da votação e permitir o controle por diferentes instituições.

Código-fonte fica disponível para inspeção

Um dos principais mecanismos de transparência apontados pelo TSE é a abertura do código-fonte dos sistemas eleitorais. O acesso ocorre um ano antes da eleição, permitindo que entidades autorizadas analisem os programas responsáveis pelo funcionamento das urnas e da totalização dos votos.

Para as eleições de 2026, os códigos estão disponíveis para inspeção desde outubro de 2025 e permanecerão acessíveis até setembro deste ano, período que antecede o pleito.

Segundo o tribunal, representantes de instituições como o Senado Federal, a Sociedade Brasileira de Computação (SBC), a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e partidos políticos, entre eles o União Brasil, participaram do processo de fiscalização nesta etapa.

Testes públicos avaliam segurança do sistema

Além da análise do código-fonte, o TSE realiza o Teste Público de Segurança (TPS), iniciativa que reúne especialistas da área de tecnologia para identificar eventuais vulnerabilidades no sistema eleitoral.

Conforme informou a Corte, a fase de confirmação dos testes, concluída em maio deste ano, não identificou falhas capazes de comprometer o sigilo do voto ou alterar os resultados das eleições. O tribunal também destaca que, desde a criação do programa, em 2009, nenhuma vulnerabilidade encontrada colocou em risco a integridade do processo eleitoral.

Sistemas recebem assinatura digital e lacres

Outra etapa do processo é a cerimônia de assinatura digital e lacração dos sistemas eleitorais. Nessa fase, os programas oficiais são inseridos nas urnas, passam por testes e recebem proteção por meio de lacres físicos produzidos pela Casa da Moeda.

Também são gerados os chamados hashes, códigos digitais utilizados para verificar se houve qualquer alteração nos sistemas após sua homologação.

Auditorias continuam no dia da votação

Segundo o TSE, a fiscalização não termina antes da eleição. No dia da votação são realizados procedimentos como o Teste de Integridade das Urnas Eletrônicas, o Teste de Integridade com Biometria e o Teste de Autenticidade dos Sistemas Eleitorais.

Esses mecanismos têm como finalidade comprovar que as urnas registram corretamente os votos e operam com os mesmos programas previamente certificados pela Justiça Eleitoral.

Outros mecanismos de conferência

A Corte também lembra que o sistema conta com instrumentos adicionais de verificação durante o processo eleitoral.

Entre eles estão a zerésima, documento que comprova que a urna inicia a votação sem qualquer voto registrado; o Registro Digital do Voto (RDV), que armazena os votos de forma anônima; e o Boletim de Urna (BU), impresso ao encerramento da votação e disponibilizado aos partidos políticos, permitindo a conferência dos resultados divulgados oficialmente pela Justiça Eleitoral.

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