Medicamentos foram autorizados para registro e ampliam a concorrência no mercado, mas ainda dependem de etapas comerciais antes de chegarem às farmácias.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o registro de cinco novos medicamentos injetáveis à base de semaglutida, substância utilizada no tratamento do diabetes tipo 2 e da obesidade. A medida, publicada nesta quarta-feira (29) no Diário Oficial da União, amplia o número de fabricantes aptos a comercializar produtos com o mesmo princípio ativo presente em medicamentos como Ozempic e Wegovy, embora as novas canetas ainda não tenham previsão de chegada ao mercado.
Os registros concedidos contemplam os medicamentos Zempneo, da Brainfarma; Semavy, da Cosmed; Orsema, da Ranbaxy; Seemasun, da Sun Farmacêutica; e Owozy, da Ávita Care. Todos serão comercializados em solução injetável para aplicação subcutânea, acompanhados de caneta aplicadora e agulhas.
A semaglutida é indicada para auxiliar no controle dos níveis de glicose no sangue e também atua na redução do apetite. Por esse motivo, além do tratamento do diabetes tipo 2, o medicamento também é utilizado, sob indicação médica e em apresentações específicas, no controle da obesidade e do sobrepeso associado a fatores de risco.
Apesar da aprovação regulatória, os novos produtos ainda não estarão disponíveis imediatamente nas farmácias. Antes da comercialização, as empresas precisam concluir etapas como produção em escala, distribuição e definição dos preços de venda. A Anvisa não informou um cronograma para o lançamento das novas marcas.
Os medicamentos foram registrados na concentração de 1,34 mg/mL, com cartuchos de 1,5 mL ou 3 mL. Dependendo da apresentação escolhida por cada fabricante, as embalagens poderão conter quatro ou seis agulhas para aplicação.
A entrada de novos fabricantes deve fortalecer a concorrência em um segmento que apresentou crescimento expressivo nos últimos anos. A alta demanda por medicamentos à base de semaglutida provocou episódios de desabastecimento e contribuiu para a manutenção de preços elevados, cenário que poderá ser amenizado com o aumento da oferta nos próximos meses.
