Argentina, França, Espanha e Inglaterra disputam vagas na decisão do Mundial e repetem cenário histórico que não era visto desde a Copa da Itália, em 1990.

A Copa do Mundo de 2026 entra em sua reta decisiva com um feito histórico. Após 36 anos, apenas seleções campeãs do mundo seguem na disputa pelo título. Argentina, França, Espanha e Inglaterra garantiram vaga nas semifinais e reeditam um cenário que não acontecia desde o Mundial da Itália, em 1990. Juntas, as quatro equipes somam sete títulos mundiais, representando quase um terço das conquistas registradas nas 22 edições da competição.

O primeiro finalista será conhecido na próxima terça-feira (14), quando França e Espanha entram em campo, às 16h (horário de Brasília), em Dallas. No dia seguinte, Argentina e Inglaterra disputam a outra vaga na decisão, também às 16h, em Atlanta.

Reedição de um cenário histórico

A última vez que apenas campeões chegaram às semifinais foi na Copa de 1990, disputada na Itália. Naquela ocasião, Argentina, Alemanha Ocidental, Itália e Inglaterra brigavam pelo título. Os argentinos eliminaram os anfitriões nos pênaltis, em Nápoles, após empate por 1 a 1 no tempo regulamentar, enquanto a Alemanha Ocidental superou a Inglaterra também nas penalidades e avançou à decisão, conquistando posteriormente o tricampeonato mundial.

Na comparação entre os dois momentos, o grupo semifinalista de 1990 concentrava oito dos 13 títulos mundiais existentes até então, enquanto o quarteto de 2026 reúne sete das 22 taças conquistadas ao longo da história da competição.

França e Espanha chegam mais descansadas

Entre os quatro semifinalistas, França e Espanha tiveram trajetórias menos desgastantes na fase eliminatória. Nenhuma das duas seleções precisou disputar prorrogação ou decisão por pênaltis.

Os franceses avançaram após vencer Suécia (3 a 0), Paraguai (1 a 0) e Marrocos (2 a 0), acumulando 282 minutos em campo. Já a Espanha precisou de apenas três minutos a mais para eliminar Áustria (3 a 0), Portugal (1 a 0) e Bélgica (2 a 1).

Apesar da campanha consistente, os espanhóis tiveram confrontos mais equilibrados nas fases finais, com gols decisivos marcados pelo meia Mikel Merino nos momentos finais das partidas contra Portugal e Bélgica.

Argentina e Inglaterra enfrentaram maior desgaste

A Inglaterra disputou 327 minutos na fase eliminatória. Os britânicos venceram República Democrática do Congo (2 a 1) e México (3 a 2) no tempo regulamentar, mas precisaram da prorrogação para superar a Noruega por 2 a 1.

A situação da Argentina foi ainda mais exigente. A atual campeã permaneceu 364 minutos em campo para eliminar Cabo Verde (3 a 2), Egito (3 a 2) e Suíça (3 a 1). Apenas o confronto diante dos egípcios terminou sem necessidade de tempo extra.

Ranking da Fifa reforça equilíbrio das semifinais

Outro dado que chama atenção é a posição das equipes no ranking da Fifa. Pela primeira vez desde a criação da classificação mundial, em 1992, os quatro semifinalistas ocupam exatamente as quatro primeiras colocações.

Antes do início da Copa, a Argentina liderava o ranking, mas foi ultrapassada pela França durante o torneio. A Espanha aparece na terceira posição, enquanto a Inglaterra permanece em quarto lugar.

Curiosamente, a Argentina enfrentou, na teoria, os adversários menos bem colocados da fase eliminatória, superando as seleções que ocupavam a 67ª posição (Cabo Verde), 29ª (Egito) e 19ª (Suíça).

A França eliminou equipes posicionadas em 38º (Suécia), 41º (Paraguai) e 7º (Marrocos). Já a Inglaterra enfrentou seleções que ocupavam o 46º lugar (República Democrática do Congo), 14º (México) e 31º (Noruega).

Entre os semifinalistas, a Espanha encarou o caminho teoricamente mais difícil, eliminando Áustria (24ª colocada), Portugal (5º) e Bélgica (9º).

Tradição pesa na disputa pelo título

Além do peso das camisas, as quatro seleções chegam às semifinais embaladas por campanhas sólidas e pelo histórico vencedor em Copas do Mundo. A Espanha busca o bicampeonato, a França tenta conquistar sua terceira taça, a Argentina sonha com o tetracampeonato e a Inglaterra tenta encerrar um jejum que dura desde 1966.

Com quatro campeões mundiais ainda vivos na competição, a expectativa é de confrontos equilibrados e de alto nível técnico na definição dos finalistas da Copa do Mundo de 2026.

Fonte: Agência Brasil

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