Ferran Torres marca o gol decisivo na prorrogação, garante a vitória por 1 a 0 e coloca a seleção espanhola novamente no topo do futebol mundial.

A Espanha voltou ao lugar mais alto do futebol mundial. Em uma final marcada pelo domínio da equipe europeia durante praticamente toda a partida, a seleção espanhola venceu a Argentina por 1 a 0 na prorrogação, neste domingo (19), em Nova Jersey, e conquistou seu segundo título da Copa do Mundo. O gol da vitória foi marcado por Ferran Torres, que saiu do banco de reservas para decidir a partida e encerrar um jejum de 16 anos sem levantar a principal taça do futebol.

Campeã em 2010, na África do Sul, a Espanha agora passa a integrar o grupo das seleções bicampeãs mundiais. A conquista foi celebrada diante de antigos ídolos da geração campeã, como Iker Casillas, Xavi Hernández, Carles Puyol e Andrés Iniesta, autor do gol do primeiro título espanhol.

O confronto foi amplamente controlado pela equipe comandada pela Fúria, que criou as melhores oportunidades ao longo dos 120 minutos. A resistência argentina, liderada pelo goleiro Emiliano Martínez, manteve o empate até a prorrogação, quando Ferran Torres aproveitou assistência de Nico Williams e definiu o placar.

Pouco depois, o atacante chegou a balançar as redes novamente, mas o lance foi invalidado por impedimento. Nos minutos finais, a Argentina tentou pressionar em bolas paradas, porém encontrou dificuldades para superar a defesa espanhola, considerada a menos vazada da competição.

Além do título, a Espanha estabeleceu novos marcos históricos. A seleção alcançou 38 partidas consecutivas de invencibilidade, superando a sequência registrada pela Itália entre 2018 e 2021. Também tornou-se o primeiro país a reunir simultaneamente os títulos mundiais masculino e feminino, já que as espanholas conquistaram a Copa do Mundo de 2023.

A conquista também reforça a força da renovação espanhola. Jogadores como Pedri, Gavi, Nico Williams e Lamine Yamal despontam como base da equipe para os próximos ciclos. Aos 19 anos, Yamal tornou-se um dos mais jovens campeões mundiais da história e desponta como principal referência da nova geração.

Pelo lado argentino, o resultado adiou o sonho do tetracampeonato e marcou a despedida de Lionel Messi das Copas do Mundo. Aos 39 anos, o camisa 10 encerra sua trajetória em Mundiais com o título conquistado em 2022, dois vice-campeonatos (2014 e 2026) e 21 gols marcados na competição.

Fonte: Agência Brasil

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