Health

Anvisa faz alerta contra o uso de anéis inteligentes para diagnósticos e decisões médicas
Anvisa faz alerta contra o uso de anéis inteligentes para diagnósticos e decisões médicas

Dispositivos de bem-estar não substituem exames clínicos; agência reforça que não há anéis ou relógios autorizados no Brasil para medição não invasiva de glicose.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu um alerta orientando a população a não utilizar dados fornecidos por anéis inteligentes de forma isolada para diagnosticar enfermidades ou alterar tratamentos de saúde. Embora consigam monitorar indicadores como saturação de oxigênio, frequência cardíaca e padrões de sono, esses vestíveis são classificados e comercializados como acessórios de fitness e bem-estar, estando isentos do controle sanitário aplicado a equipamentos hospitalares. Por essa razão, a autoridade sanitária adverte que medições clínicas de precisão — como pressão arterial, eletrocardiograma e glicemia — exigem tecnologias devidamente registradas, ressaltando que, até o momento, não existe nenhum smartwatch ou anel inteligente aprovado no país para aferir glicose de forma não invasiva ou realizar oximetria com finalidade médica.

Classificação dos Dispositivos e Exigências Sanitárias

A regulamentação dos aparelhos varia conforme a finalidade informada pelos fabricantes e o impacto das medições na saúde do usuário:

  • Vestíveis de bem-estar: Focados no acompanhamento de atividades físicas e hábitos diários; não passam por homologação prévia da Anvisa por não possuírem destinação diagnóstica.
  • Equipamentos de finalidade médica: Dispositivos ou aplicativos que realizam medições clínicas para tomada de decisão médica devem obrigatoriamente comprovar eficácia, precisão e segurança para obter o registro sanitário.

Situação do Mercado e Parâmetros Sensíveis

Indicador de SaúdeStatus de Regularização no Brasil
Glicemia não invasivaNenhum anel ou smartwatch possui autorização da Anvisa para essa medição.
Oximetria médicaSem aprovação sanitária em dispositivos vestíveis para uso diagnóstico clínico.
Pressão arterial e ECGExigem validação e registro específico da Anvisa quando anunciados com função médica.

A recomendação central do órgão regulador é que qualquer variação atípica identificada por vestíveis digitais seja checada por profissionais de saúde mediante exames laboratoriais e clínicos convencionais antes de qualquer intervenção terapêutica.

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Economy

‘Imposto do pecado’ deve arrecadar R$ 41,9 bilhões em 2027, prevê Projeto do Orçamento
‘Imposto do pecado’ deve arrecadar R$ 41,9 bilhões em 2027, prevê Projeto do Orçamento

Novo Imposto Seletivo incidirá sobre itens nocivos à saúde e ao meio ambiente; arrecadação combinada com a CBS deve somar R$ 677,9 bilhões no primeiro ano de transição.

O Governo Federal projeta arrecadar R$ 41,9 bilhões em 2027 com a cobrança do Imposto Seletivo (IS), popularmente apelidado de “imposto do pecado”, criado no âmbito da reforma tributária. A estimativa consta no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) entregue ao Congresso Nacional nesta segunda-feira (31). O novo tributo incidirá sobre bens e serviços considerados prejudiciais à saúde humana e à preservação ambiental — incluindo cigarros, bebidas alcoólicas, refrigerantes, veículos poluentes, extração mineral, loterias e apostas virtuais (bets e fantasy sports). A implementação do IS ocorrerá em conjunto com a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), que tem arrecadação prevista de R$ 636 bilhões, totalizando R$ 677,9 bilhões para os cofres públicos no primeiro ano da transição tributária.

Rol de Produtos e Atividades Tributadas

O Imposto Seletivo incidirá sobre setores de alto impacto social, ambiental e sanitário:

  • Fumo e derivados: Cigarros e demais artigos de tabaco.
  • Bebidas: Alcoólicas e bebidas açucaradas (como refrigerantes).
  • Automotores e extrativismo: Veículos categorizados por emissão de poluentes e extração de minérios.
  • Jogos e apostas: Loterias, plataformas de bets e jogos digitais estilo fantasy sports.

Lógica Regulatória e Impacto Financeiro na Saúde Pública

De acordo com o Ministério da Fazenda, a meta inicial é manter uma carga tributária equivalente à praticada hoje pelo Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Posteriormente, o governo pretende elevar as alíquotas com finalidade desestimuladora. O Ministério da Saúde justifica a taxação apontando o alto custo gerado por essas mercadorias no Sistema Único de Saúde (SUS):

Categoria / InsumoCusto Estimado para a Sociedade / SUSArrecadação Atual x Despesa
TabagismoR$ 153,5 bilhões anuais (diretos, indiretos e perda de produtividade)Impostos atuais sobre cigarro geram R$ 8 bilhões/ano, cobrindo uma fração dos custos.
Consumo de ÁlcoolR$ 18,8 bilhões em custos totais (dados Fiocruz)R$ 1,1 bilhão em despesas diretas do SUS com internações e tratamentos.
Bebidas AdoçadasR$ 3 bilhões em gastos anuais no SUSTrata problemas associados a doenças crônicas e ultraprocessados.

Transição Tributária e Reação do Setor Produtivo

O início da cobrança em 2027 marca a coexistência inicial do Imposto Seletivo com a CBS, que substituirá gradualmente tributos como PIS, Cofins e parte do IPI até a consolidação do novo modelo em 2033.

Enquanto a Fazenda argumenta que o tributo exercerá papel educativo e compensatório contra externalidades negativas, representantes das indústrias de bebidas, fumo e apostas alertam para o risco de elevação excessiva de preços ao consumidor final. Entidades setoriais apontam que taxas desmedidas podem comprometer postos de trabalho e fomentar a expansão do mercado informal e do contrabando no país.

Fonte/foto: Agência Brasil

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