Roberto Cidade acompanha o monitoramento de incêndios no Amazonas na sala do Corpo de Bombeiros.Roberto Cidade acompanhou na sala do Corpo de Bombeiros dados sobre focos de calor, incêndios e deslocamento da fumaça no Amazonas.

Governador esteve na sala de monitoramento do Corpo de Bombeiros nesta quinta-feira (17); Estado acompanha ocorrências na Região Metropolitana, leste e sul do Amazonas.

O monitoramento de incêndios no Amazonas foi acompanhado nesta quinta-feira (17) pelo governador Roberto Cidade durante visita à sala de monitoramento do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM), em Manaus. A agenda ocorreu em meio ao aumento dos focos de calor e à presença de fumaça na capital e em municípios do interior.

Segundo o Governo do Amazonas, Cidade recebeu informações sobre as áreas monitoradas, deslocamento da fumaça, atuação das equipes de combate e ações de fiscalização ambiental. O trabalho reúne Corpo de Bombeiros, Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) e Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam).

A visita foi realizada à estrutura de monitoramento. O governador não esteve diretamente em áreas atingidas pelo fogo durante a agenda descrita pelo governo.

Monitoramento de incêndios no Amazonas identifica focos em diferentes regiões

Dados de satélite acompanhados pela Sema apontam fontes de calor na Região Metropolitana de Manaus e no leste do Amazonas, incluindo áreas de várzea próximas a municípios do baixo e médio Amazonas.

As informações são utilizadas para direcionar equipes de fiscalização e combate às áreas consideradas prioritárias.

O Ipaam também mantém operações na Região Metropolitana e no sul do estado. O trabalho envolve cruzamento dos focos detectados por satélite com informações meteorológicas, como direção e velocidade dos ventos.

A intenção é acompanhar tanto possíveis infrações relacionadas ao uso irregular do fogo quanto o deslocamento da fumaça.

Bombeiros mantêm equipes na capital e no interior

De acordo com o Governo do Estado, cerca de mil servidores civis e militares participam atualmente das ações relacionadas aos incêndios em Manaus e no interior.

O Corpo de Bombeiros é responsável pelo combate direto às ocorrências identificadas, enquanto os órgãos ambientais atuam no monitoramento e na fiscalização.

O governo também mantém a Operação Amazonas + Verde, iniciada em maio. Segundo os dados oficiais divulgados, foram entregues 20 novas viaturas, das quais 17 são picapes equipadas para combate a incêndios, além de 453 equipamentos multimissão.

Entre 2025 e maio deste ano, o número de municípios com bases permanentes do Corpo de Bombeiros teria passado de 11 para 25, conforme balanço apresentado pelo governo.

Uso do fogo está proibido por 120 dias

Uma das principais medidas preventivas adotadas durante o período de estiagem é a proibição temporária do uso do fogo em todo o Amazonas.

Segundo o governo estadual, a restrição entrou em vigor em 9 de setembro e tem duração de 120 dias.

A medida alcança queimadas destinadas à limpeza ou renovação de áreas, eliminação de resíduos de vegetação e outras atividades agrossilvipastoris, inclusive técnicas de queima controlada durante o período de vigência.

O descumprimento pode resultar em sanções administrativas e, conforme as circunstâncias apuradas, também em responsabilização civil ou penal.

Durante a visita ao centro de monitoramento, Cidade pediu que a população evite queimadas e fogueiras, especialmente neste período de maior risco.

Fumaça sobre Manaus também é acompanhada

A presença de fumaça voltou a deteriorar a qualidade do ar da capital nesta quinta-feira.

A Prefeitura de Manaus informou pela manhã que a concentração média de partículas finas PM2,5 atingiu 94,7 µg/m³, índice classificado pelo município como “muito ruim”. A administração municipal atribuiu a fumaça principalmente a queimadas em Itacoatiara, Careiro da Várzea, Iranduba e Manacapuru.

O monitoramento estadual apresentado pelo governo apontou uma média diferente: aproximadamente 38 a 40 µg/m³ nas últimas 24 horas em Manaus, classificada como moderada.

Os números representam recortes distintos. A medição municipal divulgada nesta quinta-feira se refere à concentração observada naquele período, enquanto o dado estadual considera uma média das 24 horas anteriores.

Itacoatiara, Itapiranga e Urucurituba entram em alerta

O Centro de Monitoramento e Alertas da Defesa Civil do Amazonas também identificou condições mais críticas em Itacoatiara, Itapiranga e Urucurituba.

Segundo o governo, nesses municípios as concentrações de PM2,5 ultrapassaram 50 µg/m³, atingindo classificação considerada ruim pelo sistema estadual.

Os alertas divulgados nesta quinta-feira permanecem válidos até a manhã de sexta-feira (18).

Em Manaus, a Defesa Civil Municipal mantém acompanhamento das condições atmosféricas e recomenda redução da exposição à fumaça. Crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças respiratórias ou cardíacas estão entre os grupos que exigem maior cuidado.

Fiscalização pode resultar em multas e embargos

Quando focos de calor ou áreas suspeitas são identificados, equipes do Ipaam podem ser deslocadas para fiscalização presencial.

Caso seja constatada infração ambiental, o órgão pode aplicar multas, embargar áreas e adotar outras medidas administrativas.

A identificação de um foco de calor por satélite, porém, não determina automaticamente que houve crime ambiental nem identifica o responsável pelo fogo. A autoria e as circunstâncias precisam ser verificadas durante a fiscalização.

Denúncias ambientais podem ser encaminhadas ao Ipaam pelo WhatsApp (92) 98557-9454. Incêndios que exijam combate imediato devem ser comunicados ao Corpo de Bombeiros pelo 193.

Saúde orienta redução da exposição

A recomendação das autoridades de saúde é diminuir atividades físicas e o tempo de permanência ao ar livre quando houver fumaça intensa.

A Prefeitura de Manaus orienta manter hidratação, proteger olhos e nariz e, quando a exposição for inevitável, utilizar máscaras adequadas, como a N95, que podem reduzir a inalação de partículas finas.

Sintomas como tosse, irritação na garganta, chiado no peito e falta de ar precisam ser observados. Quadros graves devem ser encaminhados aos serviços de urgência e emergência.

O monitoramento de incêndios no Amazonas continuará durante o período crítico da estiagem, com acompanhamento por satélite, fiscalização ambiental e mobilização das equipes de combate na capital e no interior.

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