Vacinação contra sarampo no Brasil é reforçada pelo SUS.Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Amazonas registrou dez casos importados em 2026; Ministério da Saúde recomenda atualizar a caderneta no SUS

O Ministério da Saúde intensificou as ações de vacinação e vigilância contra o sarampo diante do aumento de casos nos Estados Unidos e em outros países das Américas. No Amazonas, foram registrados dez casos importados da doença em 2026, até 5 de outubro, segundo dados da pasta.

Ao todo, o Brasil contabilizou 52 casos importados neste ano: 41 em São Paulo, dez no Amazonas e um no Rio de Janeiro. Casos importados são aqueles identificados em pessoas que tiveram contato com o vírus fora do país ou em decorrência de cadeias relacionadas a essa origem.

Apesar dos registros, o Ministério da Saúde informa que o Brasil permanece livre da circulação endêmica do sarampo, ou seja, não há transmissão sustentada do vírus no território nacional. A resposta das equipes de saúde inclui busca ativa, investigação epidemiológica, acompanhamento de contatos e bloqueio vacinal.

O alerta ocorre porque os Estados Unidos vivem o maior número anual de casos em mais de 35 anos, conforme dados do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC). Mais de 90% dos casos registrados no país envolvem pessoas não vacinadas ou com situação vacinal desconhecida.

Na região das Américas, Estados Unidos, Guatemala, México, Peru e Canadá concentram mais de 95% dos casos confirmados em 2026, de acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).

A vacina é a principal forma de prevenção e está disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS). Em 2025, a cobertura da primeira dose da tríplice viral — que protege contra sarampo, caxumba e rubéola — alcançou 89,54% no Amazonas.

Neste ano, o Ministério informou que cerca de 192 mil doses foram aplicadas no estado durante mobilizações de vacinação. Na região de tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru, as ações foram reforçadas após a confirmação de casos importados.

A orientação é que pessoas com doses pendentes procurem uma unidade de saúde para verificar e atualizar a caderneta vacinal. Para crianças, a rotina prevê doses aos 12 e aos 15 meses; em situações específicas, pode haver indicação adicional pelas autoridades de saúde.

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